domingo, 14 de junho de 2009

Leituras temáticas recomendadas.


Reflexão Crítica:

Escolhemos este livro, visto ser com este com que nos identificavamos mais. Segundo pesquisas feitas pelo grupo,na Internet, a Teoria queer recai sobre o género, que afirma que a orientação sexual e a identidade sexual ou de género dos indivíduos são o resultado de uma construção social e que, portanto, não existem papéis sexuais essencial ou biologicamente inscritos na natureza humana, antes formas socialmente variáveis de desempenhar um ou vários papéis sexuais.
Ao contrário do discurso filosófico tradicional, a teoria queer tenta reconstruir o sujeito evitando as armadilhas de identidade. Esta ensina que a identidade é uma construção cultural.
A teoria queer pode parecer completamente irrelevante para a educação, mas não é. O aumento da consciência acerca desta nova área pode ajudar os professores a melhor educar os seus alunos relativamente às complexidades das identidades. Os teóricos queer poderão promover o conhecimento e até mesmo a empatia para com aqueles que têm sido rotulados de formas violentas e danosas. A teoria queer advoga que todas as identidades são actuações estão inter-relacionadas e são cúmplices de variadas formas, queer e não-queer.
O livro “Pensar QUEER: sexualidade, cultura e educação”, aborda várias temáticas relacionadas com a orientação sexual. Contudo, outros dos temas debatidos está relacionado com as dificuldades que as pessoas que detêm uma orientação sexual que difere da grande maioria da população. A designação e enumeração dessas dificuldades, refere-se à que é feita numa universidade pública, Liberal U, situada num Estado do Centro –Oeste, conhecido por ser politicamente e socialmente conservadora.
No campus assistiu-se a “chegada” de uma nova filosofia sob a forma de política de identidade, que encorajou a institucionalização se cursos e programas interdisciplinares, empregando e admitindo práticas que incluíam “minorias”, criando centros e programas relacionados com a diversidade. Esta “nova filosofia” tinha como finalidade o aumento do reconhecimento de homossexuais e lésbicas nas universidades
A Teoria queer recusa a classificação dos indivíduos em categorias universais como "homossexual", "heterossexual", "homem" ou "mulher", sustentando que estas escondem um número enorme de variações culturais, nenhuma das quais seria mais "fundamental" ou "natural" que as outras. Contra o conceito clássico de género, que distinguia o "heterossexual" socialmente aceite (em inglês straight) do "anómalo" (queer), a Teoria queer afirma que todas as identidades sociais são igualmente anómalas.
A Teoria queer critica também as classificações sociais da psicologia, da filosofia, da antropologia e da sociologia tradicionais, baseadas habitualmente na utilização de um único padrão de segmentação (seja a classe social, o sexo, a raça ou qualquer outro) e defende que as identidades sociais se elaboram de forma mais complexa, pela intersecção de múltiplos grupos, correntes e critérios.
Bibliografia
Talburt, Susan & R. Steinberg, Shirley (Orgs.). Pensar Queer: sexualidade, cultura e educação. Mangualde: Edições Pedagogo.
Trailer abordado no cápitulo 5 do livro!
Nome: In & Out
Relizador: Paul Rudnick
Ano:1997

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